domingo, 28 de outubro de 2012

O meu melhor


O meu melhor

Há uma personagem da Bíblia que me toca pela sua atitude de reconhecer suas fraquezas e pecados e por se humilhar na presença de Cristo. Os evangelhos a relatam de diversas formas. Mateus diz que ela é “uma mulher”, Marcos a define como “uma certa mulher”, Lucas como “pecadora” e João nos revela a sua identidade “Maria”, irmã de Lázaro, a quem Jesus havia ressuscitado. A história dela é importante, afinal é citada nos quatro evangelhos e com maiores detalhes em Lucas. Ela fez o que muitos deveriam ter feito, mas não fizeram, ela deu o seu melhor o que muitos não deram, ela é o exemplo de como devemos nos portar diante do nosso salvador.
Assim que essa mulher soube que Jesus estava na casa de um fariseu para jantar ela preparou o melhor que ela tinha, um vaso de alabastro com perfume, nardo puro. O nardo era um bálsamo muito caro extraído de uma planta e utilizado em ocasiões muito especiais, como o casamento (a noiva preparava o óleo perfumado para derramar aos pés do seu esposo). “Então Maria pegou um frasco de nardo puro, que era um perfume caro, derramou-o sobre os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos. E a casa encheu-se com a fragrância do perfume.” (Jo 12.3, grifo meu). João ressaltou que o perfume era caro, ou seja, ela não ungiu Jesus com qualquer óleo ou fragrância. Marcos ainda cita que alguns presentes ficaram indignados com a atitude dela (quantos hoje ficam incomodados com a nossa dedicação e empenho para com o Senhor?) “Por que este desperdício de perfume?” (Mc 14.4a). Segundo os indignados, ela deveria ter vendido o frasco por 300 denários (um ano de trabalho na época) e dado o dinheiro aos pobres. Essa atitude também seria louvável, mas ela estava diante do Filho de Deus, Ele merecia a melhor parte do que ela tinha.
Não bastasse quebrar o vaso de alabastro e derramar todo o conteúdo sobre Cristo ela chorava, beijava e enxugava os pés do salvador com os próprios cabelos (Lc 7.38). Maria estava totalmente prostrada, entregue a Ele e não se importando com os comentários e críticas das pessoas presentes. Inclusive aquele que havia convidado Jesus para o jantar fez um comentário para si julgando a mulher como pecadora. “Se este homem fosse profeta, saberia quem nele está tocando e que tipo de mulher ela é: uma ‘pecadora’” (Lc 7.39). Porém, como nada fica encoberto ao Filho de Deus, Jesus logo ensinou por meio de uma parábola o valor do perdão. Depois o mestre ainda aponta a diferença das atitudes de Maria em relação a Simão. “Em seguida, virou-se para a mulher e disse a Simão: ‘Vê esta mulher? Entrei em sua casa, mas você não me deu água para lavar os pés; ela, porém, molhou os meus pés com as suas lágrimas e os enxugou com os seus cabelos’.” (Lc 7.44).
E você? Qual tem sido a sua atitude para com Jesus? Você tem ofertado o tempo que te sobra ou o seu melhor tempo? Jesus é convidado de honra em sua vida ou um mero participante? Afinal, você é como Maria ou Simão? Faça a sua escolha. Saiba que Cristo se agrada é do seu melhor e que o mais importante para Ele é o seu coração. Derrame-se na presença Dele, o ame com todo o seu ser, isso é agradável ao Senhor.
Foto externa: Emanuel Brito
Kátia Brito

domingo, 21 de outubro de 2012

Sejamos um - Nívea Soares


Nívea Soares - Cantora, compositora, já gravou diversos CDs e DVDS. É membro da Igreja Batista da Lagoinha e lidera a “célula online”, grupo que se reúne para adoração a Deus e estudos da Bíblia.




Uma palavra que me vem sempre à mente é “unidade”. Vejamos algumas definições para unidade: “ser junto, se tornar um, ter o mesmo pensamento. Ser um só. Compartilhar das mesmas ideias”. Tenho aprendido que unidade não é uniformidade.
É pretensão pensar que só existe uma forma de se fazer as coisas. Deus, em sua infinita sabedoria e graça, deu à Sua igreja uma grande diversidade de dons e formas de atuação. É necessário que estes caminhem juntos em um só propósito, firmes sobre um só fundamento: Jesus. Que Ele seja glorificado e que venha o seu reino.
Temos estado com muitos pastores e líderes, e observado que o maior peso do coração de alguns é pela unidade entre as igrejas. Falar de unidade em uma época de diversos “reinos particulares” parece uma contradição. Mas o evangelho de Jesus sempre soou contraditório para o jeito de pensar a agir do mundo. Ainda que por vezes a igreja pareça se conformar aos princípios competitivos da sociedade materialista em que vivemos, Jesus nos chama para caminharmos em um só espírito, amando e servindo uns aos outros.
Jesus orou ao Pai para que houvesse unidade entre os cristãos. Lemos em João 17.20-23: “E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim. Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim”.
É importante reafirmar que cristão tem como identidade o amor ao próximo, independente de credo, raça, sexo ou grupo social. Somos chamados a amar até mesmo os nossos inimigos e a orar pelos que nos perseguem (Mateus 5.44). Mas a unidade (ter os mesmos pensamentos, propósitos, princípios) só é possível quando somos ligados pelo mesmo fundamento que é Jesus. Quando juntamente cremos que Jesus é o Ungido, o Cristo, o Filho de Deus.
Unidade só é possível quando somos batizados, imersos num mesmo Espírito, que é o Espírito Santo de Deus. Interesses comuns podem unir pessoas por um tempo, mas somente o Espírito Santo é capaz de unir para sempre em amor pessoas tão diferentes, tão diversas.